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A cadeia produtiva da erva-mate passa a ocupar posição estratégica nas discussões sobre mudanças climáticas, geração de renda e conservação da Mata Atlântica. Estudos apresentados por especialistas do setor indicam que a cultura reúne características capazes de alinhar produção sustentável, captura de carbono e valorização econômica da floresta em pé.
De acordo com pesquisas conduzidas pela Embrapa, sistemas bem manejados podem alcançar produtividade superior a 20 toneladas por hectare com baixas emissões de gases de efeito estufa. Em modelos sombreados integrados à vegetação nativa, o solo pode estocar cerca de 80 toneladas de carbono por hectare, transformando a cultura em um importante sumidouro de carbono.
Além do impacto ambiental positivo, a erva-mate também fortalece a biodiversidade do solo. Levantamentos identificaram centenas de gêneros de bactérias e espécies de fungos associados ao cultivo, reforçando seu papel na manutenção dos serviços ecossistêmicos.
No campo econômico, a bioeconomia ligada ao mate avança com novos usos industriais, que incluem aplicações nos segmentos alimentício, farmacêutico e cosmético. A criação do Pacto pelo Mate deve conectar, a partir de 2026, mais de 2,5 mil produtores ao mercado de carbono por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), ampliando a renda e estimulando práticas sustentáveis.
Outro movimento relevante é a busca pela Denominação de Origem para a erva-mate gaúcha, iniciativa que agrega valor ao produto, fortalece a identidade regional e abre portas para mercados mais exigentes.
Processos de classificação e certificação também ganham destaque ao elevar o padrão de qualidade, aumentar a competitividade e garantir segurança jurídica e ambiental ao manejo florestal.
Nesse cenário, a cultura se consolida como ferramenta de resiliência climática e modelo de produção que integra floresta, tecnologia e desenvolvimento territorial.
Para a indústria de máquinas para madeira e soluções florestais, o avanço da bioeconomia e dos sistemas produtivos sustentáveis amplia a demanda por equipamentos de alta eficiência, capazes de operar com precisão, padronização e menor impacto ambiental — fatores decisivos para cadeias produtivas que evoluem orientadas por critérios ESG.
Fonte: Embrapa – Painel sobre erva-mate e mudanças climáticas (Francisco Lima, 17/11/2025)